Sessões gratuitas de psicanálise são disponibilizadas às presas da Cadeia Pública de Votorantim desde a última quinta-feira, 21/07, através de uma parceria entre a Associação Cultura Votorantim e o Instituto Brasileiro de Psicanálise (IBRAPER) – A casa da psicanálise.
Um consultório improvisado foi montado na cela de acesso ao pátio. Na decoração caprichosa do espaço estavam cortinas, tapete, quadros com pinturas, poltronas parecidas com um divã e vasos de flores. A intenção dos organizadores é que as reeducandas sintam-se a vontade e confortáveis durante as sessões.
O objetivo é proporcionar condições para o auto-encontro, da aceitação de si próprio, da busca do equilíbrio, da paz interior e principalmente voltar a sonhar.
Semanalmente duas ou três mulheres terão a oportunidade de conversar com um psicanalista e o agendamento é realizado pelas próprias detentas. Segundo Arilma Maria dos Santos, 26, a prioridade é para as reclusas que têm mais dificuldades de se abrir em relação às suas angústias. “Primeiramente irão participar aquelas que sofrem caladas e não conseguem pensar no futuro por conta disso. Nós sempre temos que pensar que aqui não é um ponto final, e sim um recomeço”, afirmou.
O delegado José Augusto Pupin, acompanhou a organização para as primeiras consultas e mostrou-se animado com o projeto. “Será uma grande ferramenta na ressocialização das presas”, disse.
Já o diretor da Associação Cultura Votorantim, Werinton Kermes, ressalta que o intuito é mostrar às reeducandas que elas têm capacidade e condições de iniciar uma nova fase em suas vidas. “Procuramos sempre buscar parcerias como esta, para ampliar a possibilidade de ressocialização”, comentou.
Em sua primeira experiência com esse público, o psicanalista Ricardo Ribeiro saiu muito animado em prosseguir com esse projeto. “Foi muito gratificante pela receptividade delas em querer ser atendidas e buscar um entendimento maior da própria vida. Elas agora sabem que podem melhorar suas formas de se relacionar, de viver e ir em busca dos seus sonhos”, contou. Ribeiro. E para finalizar ressaltou: “os olhos dizem tudo. A expressão do olhar delas mudou. Saíram muito alegre das sessões.
O projeto tem o apoio da Delegacia Seccional de Sorocaba

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